Uso exclusivo em ensino, pesquisa, extensão e clínica-escola, sob supervisão e regras institucionais.
PILOTO / DIDÁTICO
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Perfil e contexto clínico
Esta ferramenta organiza o raciocínio clínico e didático. Nenhum teste isolado diagnostica risco de queda, fragilidade ou capacidade para exercício. Interprete sempre história, sintomas, cognição, medicações, comorbidades, dispositivos, ambiente e desempenho.
🎯O que avaliaQual capacidade funcional ou fisiológica está sendo observada.
▶️Como executarProtocolo, materiais, distância, tempo e padronização.
📊Como interpretarO que o resultado significa e qual comparação é válida.
🧭Como conduzirQual próxima decisão clínica ou de exercício faz sentido.
🔎 Em caso de dúvida: em cada teste você encontrará atalhos para material/protocolo, vídeo demonstrativo e artigo científico. Quando houver um arquivo seu no Drive, ele recebe o selo 📁 Seu Drive.
🎯O que avaliaMobilidade funcional integrada: levantar, caminhar, girar, retornar e sentar.
▶️Como executarCadeira estável, 3 m, comando padronizado, cronômetro e registro do dispositivo.
📊Como interpretarTempo + qualidade das fases. Quanto maior o tempo, pior tende a ser a mobilidade.
🧭O que fazerIdentificar se o problema está na transferência, marcha, giro, equilíbrio ou dupla tarefa.
💡 Caixa do professor — ponto-chave
Não ensine “TUG = risco de queda” como uma verdade binária. Use o teste para discutir mobilidade e componentes da tarefa; o histórico de quedas e a avaliação multifatorial continuam necessários.
Use o material para protocolo; o artigo para discutir limites dos pontos de corte.
Mobilidade funcional: levantar da cadeira, caminhar 3 m, contornar, retornar e sentar.
Cadeira estável; percurso de 3 m.
Orientar velocidade habitual/segura conforme protocolo adotado.
Cronometrar do comando até sentar novamente.
Registrar dispositivo, assistência, estratégia de giro e sintomas.
Aguardando resultado.
A classificação temporal usada no seu material de Drive será mostrada como orientação funcional; pontos de corte para queda recebem cautela, porque revisões sistemáticas não sustentam um único corte universal.
SPPB • Short Physical Performance Battery
🎯O que avaliaDesempenho físico de MMII em três domínios: equilíbrio, marcha e levantar da cadeira.
▶️Como executarAplicar na ordem do protocolo: equilíbrio → marcha → chair stand.
📊Como interpretar0–12 pontos. Olhar o total e, principalmente, qual domínio perdeu pontos.
🧭O que fazerDirecionar intervenção para o componente mais comprometido e repetir o mesmo protocolo.
💡 Caixa do professor — raciocínio
Dois idosos com SPPB 8 podem ter necessidades diferentes: um pode perder pontos em marcha, outro em chair stand. O total sozinho não deve “prescrever” o exercício.
Capacidade funcional submáxima. Use corredor e protocolo padronizados; registre distância, FC, SpO₂, Borg e sintomas.
Aguardando.
2MST • Marcha estacionária de 2 minutos
🎯O que avaliaCapacidade aeróbia/aptidão funcional com pouco espaço físico.
▶️Como executarMarchar por 2 min elevando alternadamente os joelhos até a marca-alvo.
📊Como interpretarMaior contagem = melhor desempenho; comparar idade/sexo e manter o mesmo protocolo.
🧭Como conduzirUsar para monitorar condicionamento e resposta ao exercício, junto com Borg e sinais vitais.
Protocolo do seu estudo: altura-alvo entre o ponto médio da patela e a EIAS; marcha estacionária por 2 minutos, com estímulo verbal a cada 30 s. O participante pode pausar e retomar, mantendo o cronômetro em andamento.
No Senior Fitness Test original, registra-se quantas vezes o joelho direito atinge a altura-alvo durante os 2 minutos.
Para a coleta do doutorado, mantenha exatamente o protocolo definido no estudo e registre os dados na base oficial aprovada. O AM LAB pode funcionar como apoio/espelho de coleta.
Glittre-ADL
🎯O que avaliaDesempenho em AVDs combinando marcha, escada, agachamento e movimentação de objetos.
▶️Como executarCircuito padronizado com mochila, degraus e objetos; completar 5 voltas.
📊Como interpretarTempo maior = pior desempenho. Observar também SpO₂, FC, Borg e pausas.
⚠️LimitaçãoFoi desenvolvido especialmente em contexto respiratório/DPOC; em idosos gerais, usar como teste funcional contextual.
Teste de AVDs originalmente desenvolvido e muito estudado em DPOC: levantar/sentar, caminhar, escadas, agachar e mover objetos.
Mochila: 2,5 kg mulheres / 5 kg homens.
Circuito de 10 m com escada de 2 degraus no meio.
Três objetos de 1 kg: prateleira alta → cintura → chão → retorno.
Completar 5 voltas no menor tempo possível; registrar pausas, FC, SpO₂ e Borg.
Aguardando.
A equação de referência explica apenas parte da variabilidade; use como comparação, não como diagnóstico.
📊Como interpretarMenor escore = pior desempenho de equilíbrio. Observe quais tarefas reduziram a pontuação.
⚠️O que não fazerNão transformar o escore isoladamente em diagnóstico de risco de queda.
14 tarefas, cada uma pontuada de 0 a 4. Total máximo = 56. Quanto menor o escore, pior o desempenho de equilíbrio. A Berg não deve ser usada isoladamente para predizer quedas.
🎯O que avaliaCapacidade de gerar movimento contra gravidade e resistência manual.
▶️Como executarPosição padronizada, estabilização, ADM, gravidade e resistência aplicadas de modo consistente.
📊Como interpretar0–5 é ordinal/semiquantitativo; diferença entre 4 e 5 é menos precisa do que dinamometria.
🧭Como conduzirUsar o grau para escolher assistência, contra-gravidade e resistência externa progressiva.
Para muitos idosos, especialmente frágeis ou pouco familiarizados, o teste muscular manual pode ser mais factível que 1RM. Entretanto, ele é semiquantitativo e tem menor sensibilidade para pequenas diferenças, sobretudo nos graus altos. Se disponível, dinamometria acrescenta objetividade.
Avaliação multissegmentar e bilateral: preencha apenas os segmentos que você avaliou. Os lados direito e esquerdo ficam lado a lado para facilitar a comparação e detectar assimetrias. Campos em branco não entram no relatório.
Segmento / grupo muscular
Grau D
Dor D
Grau E
Dor E
Diferença
Preencha um ou mais segmentos e salve.
Hand Grip • Força de preensão manual
🎯O que avaliaForça de preensão, marcador simples de força muscular e envelhecimento funcional.
▶️Protocolo FIBRA-BRJAMAR hidráulico, sentado sem apoio de braços, pés apoiados, ombro junto à cadeira, cotovelo 90°, antebraço neutro.
📊Referência brasileira65–90 anos, estratificada por sexo e altura; a idade entra na equação.
🧭Como usarNormativa ≠ diagnóstico. Combine com função, SPPB, marcha, história e demais achados.
Detalhe metodológico importante: no FIBRA-BR foram feitas três tentativas na mão dominante e a referência foi calculada pela média da 2ª e 3ª tentativas. Diferença >5 kgf entre essas duas medidas exige cautela com a consistência do teste.
A referência FIBRA-BR é aplicável a idosos brasileiros de 65–90 anos. Para idade fora desse intervalo, o app registra o resultado, mas não calcula percentil FIBRA.
Interpretação prática para prescrição
Grau
O que significa
Conduta de exercício
0–1
Ausência/traço de contração
Facilitação, ativação, posicionamento, eletroterapia quando indicada, treino de tarefa assistido.
2
ADM completa com gravidade eliminada
Ativo-assistido/ativo em plano facilitado; progredir para contra gravidade.
3
ADM completa contra gravidade
Treino funcional e resistência externa leve conforme controle e sintomas.
4
Suporta resistência moderada
Fortalecimento progressivo; usar RPE/RIR e desempenho para ajustar carga.
5
Suporta resistência forte
Fortalecimento progressivo conforme objetivo; MMT pode ter efeito teto — prefira dinamometria quando precisão for necessária.
BORG • Percepção de esforço e sintomas
🎯O que avaliaCarga interna percebida: esforço global, dispneia ou fadiga muscular.
🗣️Como perguntarDefina o sintoma: “quanto esforço?”, “quanto cansaço nas pernas?”, “quanto falta de ar?”.
📊Como interpretarO valor deve ser comparado com o contexto, intensidade externa, sintomas e sinais vitais.
⚠️Não confundirBERG = equilíbrio. BORG = percepção de esforço/sintomas.
Regra de registro: Borg sem tarefa e sem momento perde valor interpretativo. Registre sempre o que a pessoa estava fazendo, quando a escala foi aplicada e qual sensação foi perguntada.
Borg CR10 • 0–10
Útil para esforço global, dispneia ou fadiga de MMII. Registre o que está sendo perguntado ao paciente.
Borg RPE • 6–20
Escala clássica de esforço percebido global. Não substitui FC, PA, sintomas ou monitoramento clínico.
Durante a sessão
Ensino: a Borg é uma variável de carga interna. O mesmo exercício externo pode gerar esforços percebidos diferentes entre indivíduos ou entre sessões.
Plano sugerido a partir dos achados
O aplicativo gera prioridades, não uma prescrição automática definitiva. O fisioterapeuta decide dose, amplitude, apoio, supervisão e progressão conforme avaliação.
2️⃣ObjetivoO que precisa melhorar para a função escolhida?
3️⃣ExercícioEscolher tarefa ou exercício compatível com o déficit.
4️⃣Dose e reavaliaçãoDefinir volume, esforço, descanso, progressão e repetir o teste.
Preencha os testes e gere o plano.
Relatório final
AM LAB — RELATÓRIO DIDÁTICO / PROJETO PILOTO
Ferramenta piloto de uso exclusivo em ensino, pesquisa, extensão e clínica-escola. Não constitui laudo, prontuário institucional, sistema oficial de pesquisa ou instrumento autônomo de decisão clínica.
Clique em “Atualizar relatório”.
Biblioteca de materiais • AM LAB
Objetivo: reunir protocolos, artigos, vídeos, aulas e materiais de apoio no mesmo endereço do aplicativo. Os materiais fixos abaixo ficam visíveis para todos quando a página estiver publicada.
🧓 Avaliação funcional
TUG, SPPB, chair stand, marcha, 6MWT, 2MST e Glittre.
Estes links extras são salvos apenas no navegador deste dispositivo. Para um material aparecer para todos os alunos na URL pública, ele precisa entrar na versão publicada do site ou em uma biblioteca central (por exemplo, uma pasta compartilhada do Drive).
Compartilhar • acesso por celular ou computador
O QR Code compartilha somente o endereço do aplicativo. Ele não contém nem transmite cadastros, resultados, pacientes/alunos ou avaliações salvas no navegador.
USO EXCLUSIVO
Ensino • Pesquisa • Extensão • Clínica-escola
AM LAB
Para alunos/pacientes abrirem em outro aparelho, o HTML precisa estar publicado em uma URL pública ou institucional HTTPS. Um endereço file:// funciona apenas no dispositivo que possui o arquivo.
Recomendação: publicar uma cópia somente do aplicativo — sem nenhum dado de pessoa — em hospedagem institucional, GitHub Pages ou serviço equivalente. Os dados de cada usuário continuam armazenados localmente no navegador dele.
📱
QR Code do AM LAB
Insira/publice a URL e clique em “Gerar QR”.
Referências e materiais-base
Foram combinados materiais encontrados no seu Drive com literatura científica e protocolos de referência. As classificações são apresentadas com as limitações de validade externa.
Atalhos incorporados: os mesmos links de material, vídeo e artigo aparecem diretamente dentro de cada teste para consulta em ensino, pesquisa, extensão e clínica-escola.
Material do Drive — TUG. Documento “O TUG (Timed Up and Go)” com protocolo, faixas temporais e variações cognitiva/manual.
Material do Drive — SPPB BR. Versão brasileira com instruções, equilíbrio, marcha 3/4 m e levantar da cadeira.
Material do Drive — Kendall. “Músculos, Provas e Funções”, 5ª ed. — utilizado como referência conceitual para teste muscular manual.
Guralnik JM et al., 1994. Short Physical Performance Battery e associação com incapacidade, mortalidade e institucionalização. PubMed
Beauchet O et al., 2011; Schoene D et al., 2013. Revisões sobre TUG e quedas: pontos de corte variam e o poder preditivo isolado é limitado. PubMed · PubMed
Bohannon RW, 2006; Grgic J et al., 2026. Valores de referência para 5xSTS em idosos; o estudo de 2026 inclui 45.470 participantes de 14 países. PubMed · PubMed
CDC STEADI. 30-s Chair Stand: protocolo e limites “below average” por idade e sexo.
Rikli & Jones / 2MST. O 2-Minute Step Test integra o Senior Fitness Test. A literatura descreve contagem do joelho direito atingindo a marca-alvo; valores de referência e critérios de independência física variam por idade e sexo. RehabMeasures
Bohannon RW, Crouch R., 2019. Revisão sistemática dos procedimentos e propriedades clinimétricas do 2MST. PubMed
Meirelles AG et al., 2026. Protocolo do ensaio clínico utilizando marcha estacionária de 2 min como medida de condicionamento físico em idosos. Healthcare
Britto RR et al., 2013. Equações brasileiras multicêntricas para 6MWT. PubMed
Reis CMD et al., 2018. Equações de referência para Glittre-ADL. PubMed
Lima CA et al., 2018. Revisão sistemática: evidência insuficiente para usar Berg isoladamente para predizer quedas. PubMed
Borg CR10 em treinamento resistido. Relação entre esforço percebido e cargas em adultos jovens e idosos. PubMed
Reichenheim ME et al., 2021 • FIBRA-BR. Valores normativos de força de preensão para brasileiros de 65–90 anos, estratificados por sexo e altura, com equações por idade. PubMed
EWGSOP2. Pontos de corte amplamente utilizados para baixa força de preensão: <27 kg em homens e <16 kg em mulheres; baixa força integra o algoritmo de provável sarcopenia, não confirma o diagnóstico isoladamente. PubMed
Manual muscle testing / dynamometry. MMT possui aplicações e limitações; dinamometria pode melhorar objetividade em idosos. PubMed · PubMed